
STP Imóveis - Direitos de Propriedade e Uso do Solo
São Tomé e Príncipe (STP) é um pequeno país insular localizado no Golfo da Guiné. O seu sistema de propriedade da terra é influenciado pelo seu passado colonial e pelas mudanças ocorridas após a independência. Este resumo explora os direitos de propriedade e a utilização da terra por estrangeiros, abordando a sua história, leis em vigor e normas específicas a partir de 7 de março de 2025.
Contexto histórico
A história da propriedade da terra em STP remonta à colonização portuguesa das ilhas, por volta de 1470. A economia baseava-se na agricultura de plantação, com foco no cultivo de açúcar e cacau, produzidos em grandes propriedades pertencentes a colonos portugueses. Estas plantações eram trabalhadas por africanos escravizados e, mais tarde, por trabalhadores contratados.
Após conquistar a independência em 1975, o governo nacionalizou todas as terras, tornando-as propriedade do Estado. Isto fez parte de uma estratégia para redistribuir a riqueza e o poder das elites coloniais para o resto do país. As grandes propriedades rurais foram transformadas em explorações estatais.
No início da década de 1990, as reformas agrárias começaram a devolver algumas terras a agricultores individuais. Este processo concedia pequenos lotes de terra (cerca de dois hectares cada) a antigos trabalhadores agrícolas. No entanto, estes agricultores recebiam geralmente apenas direitos de utilização, e não a propriedade plena. Isto significava que podiam utilizar a terra e dela beneficiar, mas não podiam vendê-la ou utilizá-la como garantia para empréstimos, o que limitava o seu acesso ao crédito e criava dificuldades nas transacções de terras.
Quadro Jurídico Atual
As leis fundiárias atuais baseiam-se na Lei de Terras de 1998 e no Código de Investimentos de 2012. Estas leis regulam a forma como a terra pode ser possuída e utilizada tanto por residentes locais como por estrangeiros.
Tipos de terreno:
- Terras do Estado: Pertencem ao governo e são utilizadas para fins públicos. Não podem ser propriedade privada.
- Terrenos privados: Podem ser propriedade de particulares ou empresas, geralmente como resultado das renovações da década de 1990.
- Terras comunitárias: Propriedade coletiva de grupos locais para usos tradicionais.
Direitos de propriedade para estrangeiros:
- Os estrangeiros não podem possuir terras estatais, mas ocorreram algumas excepções em que os investidores estrangeiros obtiveram a propriedade plena de bens estatais em casos específicos.
- Os estrangeiros podem comprar terrenos privados se estiverem à venda e possuírem uma autorização de residência.
- Podem também arrendar terrenos estatais até 20 anos, com renovações automáticas, a menos que o contrato seja cancelado com um pré-aviso de dois anos.
- Os cidadãos estrangeiros regulares podem possuir até dois hectares de terra, a menos que o seu projeto de investimento seja aprovado.
Oportunidades de Investimento
O Código de Investimentos permite que os estrangeiros adquiram terras para projetos económicos. Isto inclui empreendimentos agrícolas e turísticos. Para estes projectos, os estrangeiros podem possuir mais terra do que o limite habitual de dois hectares, desde que cumpram as leis locais.
Casos específicos:
- Os investidores estrangeiros, como Claudio Corallo, de Itália, arrendam frequentemente terras para fins agrícolas. O governo prefere este método à venda direta de terras.
- Embora existam casos em que os estrangeiros obtiveram a propriedade plena de terras estatais, estes casos são raros e dependem da aprovação do governo.
Limites e restrições:
O limite de dois hectares para estrangeiros ajuda a manter a terra disponível para a população local, mas permite exceções para projetos de investimento benéficos.
Desafios e impacto
O sistema misto de terras estatais, privadas e comunitárias cria desafios para os investidores estrangeiros. Muitos agricultores locais apenas possuem direitos de utilização, o que limita as transacções de terras e dificulta o acesso ao crédito.
Para os estrangeiros, lidar com arrendamentos e potenciais transferências de propriedade pode ser complicado e demorado. O governo concentra-se na promoção do desenvolvimento económico através de projectos de investimento, o que por vezes leva à competição entre interesses locais e estrangeiros devido à pequena dimensão da economia e à disponibilidade limitada de terras.
Em síntese, embora existam oportunidades para investimentos estrangeiros em São Tomé e Príncipe, compreender o sistema de propriedade da terra e lidar com as suas complexidades pode ser um desafio.
Aviso importante: Reunimos estas informações da melhor forma possível. No entanto, recomendamos vivamente que verifique a legislação aplicável antes de finalizar qualquer compra. Não nos responsabilizamos por estas informações.
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