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A população de São Tomé

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Em São Tomé e Príncipe, o panorama demográfico é enriquecido por vários grupos distintos: os Forros, os Mestiços e os Angolanos, cada um contribuindo de forma singular para a identidade cultural das ilhas.

A população crioula em geral inclui todos os grupos que surgiram da mistura de escravos africanos e colonizadores portugueses e que criaram um ambiente cultural único.

A população Forro é constituída maioritariamente por descendentes de escravos africanos que conquistaram a liberdade após a abolição da escravatura no final do século XIX. O termo "Forro", derivado da palavra portuguesa para "livre" ou "emancipado", descreve o seu percurso da servidão à autodeterminação. Muitos Forros falam o crioulo Forro, uma língua de base portuguesa que reflete tanto a sua herança africana como as influências coloniais.

Os mestiços, pessoas de ascendência mista africana e portuguesa – frequentemente designados por "filhos da terra" – ocupam uma posição social especial. Possuem uma identidade própria dentro da sociedade crioula e, historicamente, ocuparam frequentemente posições de influência e detiveram a propriedade de terras.

Por fim, os angolanos, descendentes dos sobreviventes angolanos de um naufrágio do século XVI, desenvolveram ao longo dos séculos uma identidade comunitária distinta e mantiveram, em grande parte, a sua autonomia em relação aos grupos dominantes Forro e Mestiço. Falam crioulo angolano e, por isso, possuem uma herança linguística diferente, moldada pelas suas experiências geográficas e históricas.

Em conjunto, estes grupos ilustram a complexa dinâmica social de São Tomé e Príncipe e destacam a interacção entre o património histórico e a identidade cultural nesta vibrante nação insular. Compreender a sua história e identidade únicas enriquece a nossa apreciação pelo património cultural das ilhas.

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